Engajamento on-line: Especialista explica como engajar colaboradores em tempos de treinamentos digitais

como engajar colaboradores
Imagem: Marcus Souza

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A aprendizagem constante é um fator de fortalecimento para pessoas e empresas, mesmo com o distanciamento social. Proporcionar interatividade e aprendizagem ativa são duas ações que podem ajudar muito a gerar engajamento mesmo à distância

Em nosso blog mais recente, falamos sobre os sinais que indicam quando os colaboradores não estão engajados e citamos algumas formas de reverter essa situação. A questão é que além de identificar que existe desengajamento, é preciso estar aberto para mudar ou adaptar o formato para possibilitar um ambiente com mais propósito, comprometimento, comunicação, transparência, visão sistêmica etc.

Durante uma pandemia e mesmo depois dela, grande parte das interações e treinamentos passam a ocorrer por meios on-line, tanto identificar o desengajamento como trabalhar o bom relacionamento com o colaborador se tornam missões antigas em formato novo e mais desafiador para os gestores de pessoas dentro das empresas.

Para facilitar o desafio em um cenário em transformação, podemos citar a pesquisa anual do Engagement Group, divulgada em 2019, que considera os principais pontos que influenciam o engajamento nas organizações nos três últimos anos são:

  • Liderança inspiradora
  • Comunicação fluida entre diferentes níveis hierárquicos
  • Aprendizagem constante

Isso quer dizer que: se o engajamento é um baú de tesouro escondido, temos algumas pistas. E para entender mais sobre o baú e as pistas, Blog AvataRH conversou com o neuropsicólogo e desenvolvedor de games Fernando Seacero, fundador da i9Ação – empresa que trabalha com aprendizagem de adultos, engajamento e gamificação há 20 anos.

10 lições da gamificação para gestores engajarem os colaboradores à distância

Conceitos de games são cada vez mais usados por profissionais e empresas para treinamento, integração e engajamento. Técnicas de jogos ajudam a aplicar no trabalho conceitos como cocriação, inovação e cooperação. Além disso, os jogos ajudam a envolver equipes com reconhecimento, satisfação e emoção.

Quem já conheceu em casa jogos como Atari, Mega Drive, Nintendo, Playstation ou Xbox, sabe que essa experiência é uma boa fonte de inspiração para transformar metas em desafios envolventes e divertidos.

Os jogos fazem com que os jogadores se movimentem, se emocionem e utilizem o raciocínio. É uma metodologia que estimula os três grandes sistemas neurofuncionais e, por isso, o uso de algumas técnicas faz com que uma atividade gamificada seja além de envolvente: ensine conteúdos mais rapidamente e ainda resulte em memória de longo prazo”, explica Seacero.

 

Confira dez lições para o gestor que quer adicionar os benefícios da gamificação para engajar os colaboradores:

1º – A importância de cada peça dentro do jogo

As pessoas buscam sempre o sentido e a chance de ser parte de algo maior. Para atender essa necessidade dos profissionais, o líder pode informar o colaborador sobre a importância de cada ação para o sucesso final de uma missão maior.

Quando toda a equipe compreender o papel de cada um, conseguirá reconhecer a importância de cada ação no trabalho para alcançar metas coletivas e grandiosas.

É essencial comunicar e ajudar cada um a entender de que forma o trabalho realizado diariamente contribui para algo maior no departamento, na empresa, na sociedade etc.

Propósito é fundamental!

+ Veja aqui uma entrevista com a Disal para te inspirar nessa missão!

 

2º – Para engajar é preciso emocionar

Engajar também é utilizar desafios para que os participantes evoluam de acordo com a história que está sendo contada pelo jogo. Ao utilizar elementos de games como storytelling e ambientes envolventes, o treinamento tem a inteligência de trazer a sensação de um trabalho gratificante para a equipe e estimular o prazer em avançar.

Não há produtividade sem ócio, não há aprendizagem sem prazer, não há o ponto sem o todo.

Gerar resultado é uma consequência do processo, lembrando que o adulto só aprende aquilo que deseja aprender”, explica o fundador da i9Ação.

 

3º – Desafio épico

Para envolver a equipe nessa missão maior, uma técnica é transformar desafios triviais em desafios épicos, ou seja, apimentar a história e o cenário lúdico com criatividade. Aqui pode-se utilizar metáforas, correlacionar o cenário real com uma jornada pelo Himalaia ou uma travessia de barco. Dentro desse contexto, o objetivo é também proporcionar a aprendizagem constante de todos os envolvidos.

Criar desafios diários ou semanais e estimular a participação das equipes é uma maneira não só de criar envolvimento, cooperação, mas também acelerar resultados. Até assuntos chatos podem se tornar divertidos, viciantes, de acordo com a forma como são oferecidos.  É importante fazer esta proposta de uma forma inspiradora”, complementa o especialista.

 

4º – Personagens

Na estrutura inicial de vários games de entretenimento de sucesso mundial, o jogador é convidado a criar seu perfil real ou um personagem “Avatar”, com suas forças e fraquezas existentes.

Em um jogo corporativo, todos devem ter missões com objetivos definidos, só assim é possível avaliar as etapas e dar feedbacks. Os objetivos permitem que todos tenham clareza sobre o impacto de cada ação, dentro de um cenário integrador e contextualizado.

 

5º – Feedback constante

Para que toda essa narrativa funcione, um segredo é oferecer feedback imediato dos avanços dos colaboradores e fazer com que avancem mais e subam de nível em seus desafios.

A experiência com games ensina que quanto mais constantes e concretos são os feedbacks da liderança, mais participativa e colaborativa é a equipe.

As plataformas e as tecnologias permitem hoje também o feedback do colaborador para atividades, etapas, permitindo um espaço de interação e avaliação.

 

6º – O superpoder que existe em cada um

Na história e na cultura de desenvolvimento das organizações, se gasta tempo e energia tentando desenvolver competências e potencialidades nas pessoas, sem antes investir no estímulo para exercerem plenamente as competências ou poderes que já possuem.

No processo de gamificação é possível entender os potenciais humanos e as competências existentes em sua equipe, tornando mais claro quais desafios que realmente utilizem as capacidades existentes em cada componente do time.

Outra forma ainda de elaborar um treinamento para engajador é entender os principais desafios e desejos de aprendizagem dos colaboradores antes de oferecer uma capacitação”, afirma Fernando Seacero.

 

7º – Conexões e vínculos sociais mais fortes

A conexão entre as pessoas dentro dos jogos gera o que é chamado de “emoções pró-sociais”, que aparecem com vínculos sociais e desafios colaborativos. Elas são expressões e alicerces de competências como empatia, trabalho em equipe, visão global e ação local.

Um exemplo de onde encontramos emoções pró-sociais é em ambientes virtuais, onde atualmente os jogadores de todo o mundo colaboram e criam conhecimento intensamente dentro de redes.

Em um momento de isolamento social e home office, é preciso explorar todos os pontos positivos do digital que já eram referência em engajamento e aprendizagem.

 

8º – Ponte entre o individual e o coletivo

gamificação traz um ambiente de colaboração para uma missão comum. Assim, os colaboradores entendem como a missão e a visão da organização fazem sentido e estão alinhadas com a sua própria visão e missão.

O game cooperativo estabelece a ponte entre o individual e o coletivo para que todos possam jogar juntos em direção a um objetivo inspirador e importante para a empresa.

Também há jogos que possibilitam desafiar os colegas de trabalho em ter determinado conhecimento, o que gera um impulso viciante entre aprender e jogar mais, jogar e desafiar mais.

 

9º – Recompensas quando mais precisamos delas

Será que o sistema de recompensas da sua organização está engajando e realmente recompensando as pessoas? Repare, os jogos como Farmville e aplicativos como o Foursquare utilizam o reconhecimento social como o principal motivador das ações realizadas.

Nesses casos de sucesso, os jogadores não ganham nada palpável, não ganham estrelinhas, ou mesmo moedinhas, mas ganham visibilidade ou crescimento.

No Foursquare, apenas a visibilidade é um fator estimulante. Em alguns jogos, como o antigo Tetris, a motivação do jogador é melhorar a cada momento e o jogo nunca chega ao fim. O desafio da gamificação é entender os principais eixos motivadores de cada um e cocriar formas de recompensa para cada situação e indivíduo.

Permitir a visibilidade das conquistas do colaborador e de seus pontos fortes é uma forma de instigar ainda mais a evolução. Veja alguns recursos de plataformas digitais que auxiliam nessa etapa:

  • Aparecer nos canais internos de comunicação ao receber o reconhecimento
  • Ter um espaço para compartilhar ideias e experiências em uma plataforma, como em uma rede social interna
  • Ter um “chapéu” de expert e poder ajudar pessoas da organização naquilo que possui conhecimento mais avançado.

 

10º – Experiência da celebração

Compartilhar experiência pode ser uma missão periódica, para trocas de dificuldades e aprendizados. O espaço de diálogo em uma plataforma digital pode trazer ao gestor mais informações para o objetivo da empresa, bem como, ideias para melhorar cada vez mais o game ou processo interno.

Além do diálogo, criar formas de celebrar cada etapa cumprida pode ajudar no percurso, pode ser uma ação simbólica, como ganho de prêmios e celebração nas mídias da organização, e compartilhamento das conquistas em redes sociais. O importante manter a satisfação de todos em ajudar a construir a empresa em um ambiente saudável.

Outro ponto importante é a diversão (ou fun) envolvida, fator que também tem se mostrado crucial para o engajamento”.

 

Mensuração de resultados e dados ajudam a identificar o desengajamento e resgatar o colaborador

Vale também ressaltar que plataformas on-line gamificadas podem criar alguns parâmetros para identificar problemas como o desengajamento a partir da mensuração dos dados da participação individual.

Para ir além dos treinamentos corporativos, integrações e desenvolvimento de pessoas, existem muitos recursos de gamificação e atividades on-line que podem ser aplicados para “resgatar” um colaborador não engajado e desmotivado:

  • Convite para criação de novas ideias e projetos
  • Participação em inovações na empresa
  • Projetos de impacto socioambiental
  • Desenvolvimento de competências socioemocionais
  • Ajuste na rota de desenvolvimento com base nos dados mensurados

 

Quer conhecer na prática as soluções digitais para engajamento de colaboradores?

Entre em contato com a i9Ação e saiba como usar a gamificação e a aprendizagem on-line para “resgatar” os funcionários na sua empresa!

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Sobre o Blog

Embarque nesta história para conhecer mais o incrível universo da gamificação. Nosso blog vai trazer conteúdos e reflexões sobre a gameficação nas empresas e o poder que ela tem de engajar talentos e despertar potenciais. Queremos transformar a forma como nós enxergamos a educação de adultos e o desenvolvimento humano.

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