Prometeon Tyre transforma Compliance em jogo e atinge 89% de acerto no chão de fábrica

Fabricante de pneus substitui treinamentos tradicionais por gamificação e registra 80 mil interações em 14 dias. Método pode ser replicado em EHS, LGPD e outras áreas

A Prometeon Tyre Group conseguiu resolver um problema antigo da indústria: como treinar o chão de fábrica em temas obrigatórios sem comprometer a produção e, ao mesmo tempo, provar que o conteúdo foi realmente absorvido. A resposta veio na forma de um jogo de perguntas e respostas que, em apenas duas semanas, gerou 80 mil interações e um índice de acerto de 89% em seis temas de Compliance.

O projeto nomeado “Ética em Jogo” foi desenvolvido pela i9Ação, especialista em soluções de gamificação corporativa e plataformas customizáveis para treinamentos, especialmente para a Semana de Compliance da empresa e se diferencia dos treinamentos convencionais por três motivos:

  1. funciona sem tirar ninguém da linha de produção,
  2. entrega dados auditáveis em tempo real e
  3. cria uma competição saudável entre equipes que aumenta naturalmente a adesão.

“A diferença foi ver as pessoas refletindo e aplicando na prática aquilo que a gente fala tanto”, explica Maysa Buratto Carrenho, advogada e especialista de Compliance na Prometeon Tyre Group.

O resultado chamou atenção da diretoria, que já estuda ampliar o modelo para outras frentes como LGPD, ISO e EHS (meio ambiente, saúde e segurança).

O desafio: engajar sem parar a operação

Treinamentos corporativos obrigatórios enfrentam dois obstáculos conhecidos: baixa adesão e dificuldade de mensuração. Na indústria, soma-se um terceiro problema, que é como treinar equipes que trabalham em turnos 24/7 sem interromper o fluxo de produção.

A Prometeon precisava alcançar tanto o pessoal da operação quanto os colaboradores de escritório. Vídeos longos e palestras não funcionavam. O tempo era curto, a tolerância a formatos tradicionais era baixa e, além disso, a empresa precisava de evidências concretas para auditorias.

“Treinamentos tradicionais partem da premissa que as pessoas vão parar o que estão fazendo para assistir conteúdo passivo”, explica Fernando Seacero, psicólogo especialista em Neuroaprendizagem e fundador da i9Ação“Na indústria, isso simplesmente não acontece. O conteúdo precisa se adaptar ao ritmo da operação, não o contrário”.

Como funciona o jogo

O formato escolhido foi um jogo de roleta de perguntas acessível por QR Code para computador, celular ou tablet. O colaborador gira uma roleta virtual que sorteia um dos seis temas de Compliance (Código de Ética, Proteção de Dados, Conflito de Interesses, Combate à Corrupção, Concorrência Leal e Mídias Sociais) e responde perguntas baseadas em situações reais do dia a dia.

Se acerta, ganha pontos. Se erra, o sistema mostra a resposta correta na hora. Não há punição por erro, apenas aprendizado. As partidas duram entre 5 e 10 minutos, tempo suficiente para jogar durante o intervalo no refeitório ou entre uma tarefa e outra.

Três modalidades de jogo mantêm o interesse: modo treino (contra a máquina), modo aleatório (adversário sorteado) e modo desafio (escolhe o oponente). Quem atinge 200 pontos emite o próprio certificado direto na plataforma.

Rankings que geram embaixadores orgânicos

A mecânica de engajamento vai além do jogo individual. Existem três tipos de ranking simultâneos: individual, por equipes (calculado pela média de pontos) e de influenciadores.

O ranking de influenciadores foi o achado inesperado do projeto. Colaboradores ganhavam pontos extras ao convidar colegas via WhatsApp. Isso aumentou a adesão entre 20% e 30% e identificou os “embaixadores orgânicos” de compliance dentro da empresa.

A competição entre equipes criou uma dinâmica interessante. Turnos diferentes passaram a se desafiar. Unidades comparavam resultados. Colaboradores postaram certificados no LinkedIn e na rede interna da empresa, ampliando organicamente o alcance da campanha.

Para garantir que a mensagem chegasse a todos, a Prometeon usou canais diferentes conforme o público. Na fábrica, TVs de refeitório e murais com QR Codes. No corporativo, intranet e e-mail. Lembretes curtos ao longo dos 14 dias mantinham o jogo ativo sem sobrecarregar.

Números que viram decisão

Os resultados superaram as expectativas. Em 14 dias, foram 80 mil respostas analisadas com acerto médio geral de 89%. Conflito de Interesses e Mídias Sociais lideraram com 92% de acerto cada (cerca de 15 mil respostas em cada tema). Código de Ética e Combate à Corrupção ficaram em 91%, Concorrência Leal registrou 89%.

O tema com menor índice foi Proteção de Dados, com 81% de acerto em aproximadamente 15 mil respostas. Longe de ser um problema, esse dado virou informação estratégica. A equipe de compliance identificou exatamente onde precisa reforçar o conteúdo e em quais unidades.

“O diferencial da nossa metodologia está em três pilares: dilemas situacionais que forçam decisão, não decoreba; distribuição capilarizada do conteúdo, levando o treinamento até onde as pessoas estão; e dados auditáveis em tempo real que mostram gaps de conhecimento por tema e unidade”, detalha Seacero. “A gamificação funciona porque transforma obrigação em escolha. As pessoas jogam porque querem, não porque foram obrigadas”.

A plataforma gerava dashboards em tempo real mostrando participação por unidade, acerto por tema e evolução diária. Relatórios detalhados servem tanto para auditorias quanto para calibrar as próximas ações. Esse nível de precisão é impossível em treinamentos tradicionais.

Por que funcionou na indústria

Três fatores explicam o sucesso da iniciativa. Primeiro, a distribuição inteligente do conteúdo. Em vez de exigir que as pessoas fossem até o treinamento, o treinamento foi até onde as pessoas estavam: refeitório, linha de produção, escritório.

Segundo, o formato situacional das perguntas. Em vez de pedir para decorar trechos de políticas internas, o jogo apresentava dilemas reais: “Um colega te pede para aprovar uma compra fora do processo. O que você faz?”.

Isso obriga a pensar na aplicação prática, não apenas na teoria.

Terceiro, a competição saudável. Rankings funcionam. As pessoas querem ver como estão em relação aos colegas, querem que a própria equipe se destaque. Isso puxa a adesão de forma orgânica, sem precisar de cobranças ou e-mails insistentes.

Próximos capítulos

O sucesso da Semana de Compliance abriu caminho para ampliar a gamificação em outras áreas da Prometeon. A diretoria já sinalizou interesse em replicar o modelo para treinamentos de LGPD, normas ISO e EHS.

“Estamos vendo um movimento claro no mercado: empresas percebendo que compliance, LGPD e segurança do trabalho não podem mais depender de métodos que não entregam evidências concretas de aprendizado”, observa Seacero“A gamificação resolve isso porque transforma cada interação em dado mensurável”.

Para empresas que ainda dependem de métodos tradicionais de treinamento, o case da Prometeon mostra que existe alternativa viável.

É possível engajar, mensurar e comprovar resultados sem comprometer a operação.

Dica!

Quem tiver interesse pelo tema, pode assistir ao webinar realizado pela i9Ação com a Maysa Buratto Carrenho, da Prometeon, falando sobre Compliance com o projeto “Ética em Jogo”, disponível na íntegra aqui:

Conheça mais detalhes do Caso de Sucesso, agende uma conversa com a i9Ação!

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Sobre o Blog

Embarque nesta história para conhecer mais o incrível universo da gamificação. Nosso blog vai trazer conteúdos e reflexões sobre a gameficação nas empresas e o poder que ela tem de engajar talentos e despertar potenciais. Queremos transformar a forma como nós enxergamos a educação de adultos e o desenvolvimento humano.

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