
O adulto só aprende o que ele quer aprender, e só se envolve com o que ele decide se envolver. Já falamos disso nesta outra edição da newsletter da Gamificação no LinkedIn, e desta vez vamos trazer uma provocação para um diálogo sobre o mais importante para qualquer projeto que envolve pessoas.
Pedir a opinião, chamar para um café, ouvir, convidar, participar, conversar, construir junto são pequenas escolhas individuais ou culturais que decidem se um projeto deslancha. Vale para treinamento de compliance, de segurança, de onboarding e para muitos outros projetos: “e aí pessoal, o que vocês acham de tal coisa, estamos pensando em aplicar isso”.
Quem participa da escolha do ‘tema’ chega diferente no dia, tanto como quem acompanha pequenas chamadas interativas, quem opina. A participação começa antes e a integração já amadurece.
“O envolvimento das pessoas nos projetos é o mais importante, e o resto é consequência”
Esta frase de Fernando Seacero e os conteúdos sobre confiança compartilhados por ele nos inspiraram para falar sobre 𝐂𝐨𝐧𝐞𝐱𝐚̃𝐨.
O que você vai encontrar aqui hoje
💬 O que você está fazendo para envolver as pessoas de verdade?
🤝 Chamando para a responsabilidade
🏭 Vá até aonde o trabalho acontece
🎯 O erro dentro do jogo é o gancho
🔁 Conexão também é voltar ao assunto
✨Ensinar a ensinar, aprender a aprender
Lembretes para melhorar ainda mais o resultado da sua ideia:
1. O que você está fazendo para envolver as pessoas de verdade?
Tanto se fala de IA, de perfis geracionais, de presencial e híbrido, e o que realmente importa continua sendo:
Quando, como e por que as pessoas vão querer se envolver com aquilo que a gente preparou para elas.
Repare no seu próprio envolvimento com o trabalho. Ele é maior justamente nos pontos em que você está construindo e oferecendo alguma coisa.
Como promover aprendizado de forma mais inspiradora, desafiadora, criativa, conectada, interessante diante de tantas interferências e ofertas do algoritmo, quando cada um possui um celular no bolso?
🔗 Uma recomendação: Mindset de Jogo: como games ajudam líderes a superar resistências
2. Chamando para a responsabilidade
Você quer mesmo que as pessoas participem, com qual grau de envolvimento? Elas querem mesmo aprender / evoluir / melhorar? Qual a distância entre o que temos e o que queremos?
Cá entre nós, o verdadeiro trabalho está nessa pausa e (inata ou não) estratégia.
Como ajudar sua equipe a decidir aprender seu conteúdo?
Confira a estratégia e a jornada deste caso de sucesso do Grupo Autoglass:
3. Vá até aonde o trabalho acontece
Nossa convidada do Game de Sucesso no Papo Play Isabela Silveira, liderança de compliance no Grupo Autoglass, contou como chegou aos casos de sucesso em compliance.
Ela deu um exemplo sobre ir até os colaboradores, passar um tempo com eles, e entender porque uma solicitação de pipoca pode ser tão importante para gerar engajamento e resultado no time.
O melhor da história toda é ouvir a Isabela contando.
🔗 O vídeo e uma porção de insights estão neste link que reúne todo o case do Grupo Autoglass, e abaixo você confere um resumo:
4. O erro puxa conversa
A gente costuma tratar erro em treinamento como nota, dentro de um jogo ele vira aprendizado.
Ao passar pelas perguntas e respostas, o aprendizado acontece.
O relatório também traz um bom aproveitamento do erro: responde quem participou, de quê, e quem ficou de hora. Ele aponta onde há mais dificuldade e onde é preciso mais atenção. Os dados em tempo real norteiam o treinamento para personalizar ainda mais o conteúdo e entregar aquilo que realmente é necessário.
🔗 Do canal de denúncias à cultura viva
Quando foi a última vez que alguém da operação te disse algo que mudou o seu treinamento?
5. Conexão também é voltar ao assunto
Além da conexão com as pessoas, podemos recorrer à conexão entre os temas (retomar, lembrar, retornar, reforçar).
Treinar na sexta e na segunda-feira já ter esquecido tem solução.
No primeiro contato com um conteúdo, a pessoa cria pontos isolados de conhecimento, o que chamamos na i9Ação de ilhas de memória. As informações ficam ali um tempo, e não se ligam ao que a pessoa já sabia, elas aparentemente “somem”.
“Você já viveu isso. Alguém pergunta algo que você sabe, e a resposta não vem. Horas depois, do nada, vem o estalo. Aquilo era uma ilha. Quando você relacionou a informação com quem tinha perguntado, ela deixou de ser ponto solto”.
Fernando Seacero complementa. O que conecta as ilhas é o segundo movimento:
“Uma pergunta aberta dias depois. Um lembrete. Um pedido para a pessoa dizer com as próprias palavras o que aprendeu. Um desafio rápido que retoma o assunto do mês passado”.
Ao espaçar/distribuir o conteúdo, ao fazer um novo contato, o cérebro conecta o tema ao que havia aprendido, e fixa o conhecimento.
Quantas vezes o seu colaborador retoma um mesmo assunto ao longo de um ano?
🔗 Da ‘semana de compliance’ ao hábito diário
Qual conexão é a mais difícil na sua operação hoje?
Aqui na i9Ação nós sempre amamos ensinar a ensinar, mas estamos evoluindo porque precisamos todos os dias aprender a aprender.
Aprofundar estes tópicos é sempre uma ótima conversa!
Fica o convite para conversar com a gente